NA

«NA»
Galeria Painel, ISPUP, Porto, Portugal
25 Fev – 17 Mar 2016
Rua das Taipas, 135, Porto

Artistas: David Revés, Ivan Postiga, Paulo Luís Almeida

A Teoria das Nuvens” foi pela apresentada pela primeira vez no âmbito do projeto curatorial da galeria Painel. Consistiu numa performance documentada por um cartaz impresso, que serviu de imagem de divulgação da exposição «Na». O trabalho, iniciado em 2015 na barragem de Almendra, Salamanca, Espanha, é o cruzamento de várias acções que ocorrem com um ano de distância em torno do mesmo objecto.

Sobre a exposição:Na” apresenta-se no seguimento da proposta definida pelo projecto Painel: procurando estabelecer diálogos entre pessoas que se destacam por atitudes e posições diversas, propôs-se a um grupo de pessoas que desenvolvessem um conjunto de trabalhos em torno de uma palavra, um mesmo denominador comum, seleccionada de uma frase que vai sendo desvendada ao longo do projecto.

(Imagem: Paulo Luís Almeida, A Teoria das Nuvens, Janeiro 2016. Acção fotografada)

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Nimbustratus | Extéril | Bienal da Maia 2015

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Bienal da Maia: “Lugares de Viagem” – Momento III
A capacidade de um objecto-lugar
19 Set – 17 Out 2015

Artistas: José Fortunato Lima (Éxteril 1), Carlos Corais (Extéril 2), Paulo Luís Almeida (Extéril Light)

Curadoria da Bienal – José Maia
Curadoria da Extéril – Teixeira Barbosa

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CUMULO-NIMBO

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CUMULO-NIMBO
12 ABR – 22 JUN 2014
Lugar do Desenho, Fundação Júlio Resende, Sala de Exposições Temporárias

Cumulo-nimbo surgiu da documentação perdida de uma ação que realizei em 2012, na rua que atravessa um complexo industrial já desactivado. Essa acção, na qual um parapente colorido era manipulado para criar correspondências entre a forma do corpo e a arquitectura da fábrica, foi na altura registada em vídeo. O vídeo mostrava as diversas tentativas de erguer o parapente na rua estreita, moldando a sua forma à forma dos telhados do edifício, como uma nuvem improvável. A ausência de testemunhos visuais directos do que sucedeu tornou-se no centro do trabalho de reconstituição e rememoração desta micronarrativa. São desenhos pretéritos, formulados por um olhar comprometido com o acontecimento, onde a narração, a ficção e a imaginação surgem como estratégias de inscrição do real no quadro comum de uma experiência.

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MARE TAILS in MUPPIS

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Sexta Exposição Arte Urbana Muppis
09 ABR 2013 – 23 ABR 2014
Vários lugares, Porto, Portugal.

Artistas: Cláudia Amandi, Domingos Loureiro, Fátima Santos, Fernando Pinto Coelho, Gabriela Pinheiro, Graciela Machado, Mário Bismarck, Norberto Jorge, Paulo Luís Almeida, Sofia Torres, Susana Piteira, Teresa Almeida, Rute Rosas

Comissariado: Francisco Laranjo

(imagem: Paulo Luís Almeida, Mare Tails, 2014. Grafite sobre papel, 174 x 120 cm)

DO CÉU E DA TERRA

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{PAULO LUÍS ALMEIDA: DO CÉU E DA TERRA}
{25 JAN – 15 MAR 2014}
{EXTÉRIL: Rua do Bonjardim, 1176 – Porto, Portugal}

‘Do Céu e da Terra’ reúne alguns desenhos feitos como testemunhos da experiência de ‘Matching Body and Building‘: uma ação performativa levada a cabo como tentativa de corresponder o corpo com os edifícios envolventes de um complexo industrial. Como testemunhos, estes desenhos funcionam como afirmações que nos ligam a uma experiência real que não podemos assistir presencialmente. São rumores calculados, situados entre o documento e o rumor, que assumem a forma de um espetro.
Este termo – espetro – é retomado a partir de um ensaio de Derrida para designar as formas que subvertem as oposições clássicas entre a realidade e a ficção.  O espectro é o que se imagina, infere ou deduz, o que se crê ter visto e se projeta num ecrã imaginário onde nada há que ver.

{imagem: “do Céu e da Terra“, lápis sobre papel enrugado, 300 cm de diâmetro}

‘Of Heaven and Earth’ assembles a set of drawings made as testimonies of ‘Matching Body and Building’, a performance carried out as an attempt to match the body with the surrounding buildings of an industrial complex. As testimonies, the drawings are statements that bind us to a live experience impossible to be addressed directly through other means. They are calculated rumors, existing between the document and the rumor, thus assuming the role of a specter. 
‘Specter’ is an expression taken from Derrida to describe the shapes that subvert the classical oppositions between reality and fiction. Specter is what one might image, infer or deduce, what we believe we have seen, projecting it in an imaginary screen where there is nothing to be seen.

{picture: “Of Heaven and Earth”, pencil on wrinkled paper, 300 cm diameter}

HISTORY MYSTORY

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{OLIVA REWIND DRAWING}
{19 OUT 2013 – 31 MAR 2014}
{Oliva Creative Factory, Rua da Fundição 240, S. João da Madeira, Portugal}

(Do texto da exposição)
“(…) O regresso casual à fábrica Oliva, passados estes anos, foi marcado por outra forma de viagem – a verdadeira viagem, como nos lembra o abecedário de Deleuze, é sempre feita para confirmar se aquilo que imaginamos está realmente lá. Na sua situação de edifício desmembrado, as imagens da fábrica em ruína assumiam essa condição liminar que Anthony Vidler denominou architectural uncanny ou unhomely. Por uma parte, a fábrica era ainda um espaço familiar de relações, manifesto no recorte que a sua arquitectura impunha ao tecido urbano e nos fragmentos das histórias das gerações que atravessaram a vida da Oliva, guardados nos arquivos documentais da empresa; mas era também o cenário latente de micronarrativas que excediam o arquivo, das alotopias suscitadas pelos espaços abandonados, da estranheza formal dos moldes industriais deixados para trás, dos gestos e acções que irremediavelmente se perderam porque a sua memória não é arquivável fora do sistema de reiteração que os conforma à serialidade do trabalho industrial.
History, Mystory é uma tentativa de reapropriar os gestos que se perderam com o fim da fábrica, e ao mesmo tempo registar essa perca. É uma obra em 3 actos, levados a cabo como fabulações em torno das dimensões histórica e íntima dos edifícios da Oliva e dos seus arquivos documentais. O projecto, que se desdobra em desenhos protocolares e actos performativos, resulta de noções simples: a transferência entre gestos de campos performativos distintos, e a correspondência entre o edifício e o corpo”.

(from the exhibition text)
“(…)After all these years, the fortuitous return to the factory was framed by another kind of journey – the true journey, as Deleuze’s ABC reminds us, is always undertaken to confirm whether what we imagined is really there. As a dismembered building, the images of this factory in ruins took on that liminal condition called ‘architectural uncanny’ or ‘unhomely’ by Anthony Vidler. On the one hand, the factory was still a familiar space of relationships, patent in the outline its architecture imposed on the urban fabric and the fragments of the stories of the generations which crossed paths with Oliva, stored in the document archives of the company; yet it was also the underlying setting for micro narrative that went beyond the archives, of alotopies prompted by the abandoned spaces, the formal oddity of the industrial moulds left behind, the gestures and actions which were irretrievably lost because their memory is not archivable outside the reiteration system that relegates them to the repetition of industrial work.
History, Mystory is an attempet to repossess the gestures that were lost when the factory closed and at the same time to record this loss. It is a work in 3 acts, performed like fabulations around the historical and intimate dimensions of the Oliva buildings and their document archives. The work, comprising protocol drawingsand performative acts, results from simple ideas: the transfer between gestures from different performative fields and the matching of the body and the building.”

OLIVA REWIND FINE ARTS

Curadoria: Victor Costa
19 de outubro de 2013 a 3 de março de 2014

Artistas: Paulo Luís Almeida, Rui Apolinário, Nuno Cera, Robert Casselton Clark, Victor Costa, Aníbal Lemos, Frederico Martins, Paulo Porfírio, José Vaz e Silva e Luís Veloso.

A reconversão da zona 2 da Oliva, espaço emblemático da indústria de S. João da Madeira e singular no património arquitetónico modernista, marca um ponto de viragem, uma mudança de orientação e de paradigma na função produtiva da fábrica.
Na génese desta nova função – a Oliva Creative Factory – está pois uma dupla condição: por um lado, a de uma memória coletiva sedimentada em décadas nas marcas do edifício, nos objetos fabricados, nos processos de produção e nos vestígios narrativos acumulados nos arquivos da fábrica; por outro, a vontade de antecipação de um futuro consciente do desafio de valorização do pensamento criativo, e da necessidade de aproximação entre arte e vida, nos seus múltiplos aspetos.
O projeto Oliva Rewind Fine Arts formula-se no espaço aberto entre estes dois tempos: como um convite a vários artistas e criadores a acompanharem o processo de transformação da fábrica, a refletirem sobre a sua condição histórica, social e urbana, e ao mesmo tempo reinscreverem a memória da Oliva em novas redes de experimentação e significação. Nas suas múltiplas facetas, Oliva Rewind Fine Arts é um testemunho plural, em permanente construção, do processo de reconversão da fábrica, de mapeamento dos seus espaços e arquivos, e de reinvenção das suas narrativas. (…) (Victor Costa)


Artists: Paulo Luís Almeida, Rui Apolinário, Nuno Cera, Robert Casselton Clark, Victor Costa, Aníbal Lemos, Frederico Martins, Paulo Porfírio, José Vaz e Silva e Luís Veloso.

The  reconversion  of Oliva’s Zone 2, an emblematic industrial space in S.João da Madeira that is unique within the modernist architectural heritage, marks a turning point, a change in approach and paradigm, of the productive role of de factory.
The genesis of this  new function –  Oliva Creative Factory – there for has a dual purpose on the one hand, to value a collective memory of decades encapsulated in the traces of the building the manufactured objects,  the  production processes and the narrative vestiges accumulated in the factory’s archives on the other, a desire to anticipate a future that is aware of  the challenge of enhancing creative thinking and the need to bring art closer to life in its multiple aspects.
The Oliva Rewind Fine Arts project is formulated in the open space between these two times: like an invitation to various artists and creators to follow the factory’s transformation process, to reflect on its historical, social and urban condition, and at the same time to incorporate the memory of Oliva into new experimentation and signification networks. With manifold facets, Oliva Rewind Fine Arts is a multifarious testimony, under constant constructions, to the factory’s reconversion process, the mapping of its spaces and archives and the reinvention of its narratives. (…) (Victor Costa)